O delegado Nilson Farias, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, afirmou que moradores do bairro Novo Mundo, em Várzea Grande, viviam submetidos a um sistema de controle imposto por um grupo organizado, que impedia a população de se manifestar e buscar ajuda das autoridades.
Segundo ele, a operação deflagrada na última sexta-feira recebeu o nome de “Ditadura Faccional CPX” justamente por retratar o cenário identificado durante as investigações, no qual os moradores evitavam relatar ocorrências por receio de represálias.
De acordo com o delegado, o grupo estabelecia normas próprias e mantinha um tipo de controle territorial, criando um ambiente isolado das leis vigentes. As pessoas ouvidas demonstraram medo constante e relataram que não conseguiam buscar auxílio de forma aberta.
Ele também destacou as dificuldades enfrentadas pelas equipes durante o trabalho no local, que possui moradias sem identificação padronizada e estrutura urbana precária, o que exigiu pedidos de mandado específicos para diferentes áreas.
O objetivo da ação, conforme explicou, é reduzir a influência do grupo, restabelecer a presença do poder público e permitir que os moradores possam relatar situações irregulares com mais segurança, sem receio de sofrer retaliações.








