O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, foi categórico ao afirmar que não haverá discussão sobre RGA retroativo para os servidores públicos estaduais. Segundo ele, o Executivo encaminhará à Assembleia Legislativa de Mato Grosso apenas o percentual previsto em lei, fixado em 4,26%, sem qualquer possibilidade de ampliação.
A declaração foi feita nesta terça-feira (13) e reforça a posição dura do governo diante da pressão de categorias do funcionalismo que cobram reposição de perdas acumuladas de anos anteriores. Mauro Mendes deixou claro que o índice não será negociado.
De acordo com o governador, o percentual da Revisão Geral Anual foi calculado com base na variação do IPCA, que fechou o período em 4,41%, respeitando os critérios legais e fiscais estabelecidos.
“O governo vai mandar o RGA conforme previsto em lei. Aquilo está totalmente amparado na legislação, sem nenhum milímetro a mais, nem a menos”, afirmou.
A fala do governador sinaliza que o Palácio Paiaguás não pretende abrir diálogo sobre recomposição salarial retroativa, mesmo diante das cobranças por perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos. A proposta a ser enviada ao Legislativo mantém exclusivamente o índice anual obrigatório, afastando qualquer possibilidade de parcelamento ou ampliação do percentual.
O tema deve gerar forte reação de sindicatos e entidades representativas, que acompanham atentamente a tramitação da matéria na Assembleia Legislativa e pressionam parlamentares por uma solução mais ampla.







