O Partido Novo vem a público prestar esclarecimentos sobre a saída da vice-prefeita Coronel Vânia Rosa de seus quadros, em resposta a declarações públicas que sugerem falta de suporte, isolamento político e ausência de espaço para lideranças femininas no partido.
O Novo é um partido que atua com coerência e transparência. Não negocia cargos, não distribui espaços de poder e não interfere na gestão municipal para acomodar interesses individuais. O papel institucional do partido é oferecer suporte técnico, jurídico e político aos seus mandatários e foi exatamente o que fizemos.
A vice-prefeita procurou formalmente o Partido Novo uma única vez, por meio de ofício protocolado em 8 de janeiro de 2026. No mesmo dia, o Diretório Estadual respondeu com um parecer técnico-jurídico completo, contendo orientações detalhadas para proteção da responsabilidade pessoal da mandatária perante o Tribunal de Contas, a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Improbidade Administrativa.
Além disso, o partido se colocou formalmente à disposição para intermediar reunião diretamente com o prefeito municipal e para auxiliar na articulação junto à Câmara Municipal, com o objetivo de restituir a autonomia orçamentária do Gabinete da Vice-Prefeitura. Medidas concretas, documentadas e dentro dos limites institucionais que regem a atuação do Novo. Falar em abandono ou isolamento diante desses fatos não encontra respaldo na realidade.
O que o partido não fez, e não fará, é negociar fatias de poder, intermediar cargos ou operar nos bastidores para atender demandas que contrariam seus princípios. Se essa é a expectativa de “respaldo” ou de “abertura”, é preciso deixar claro: isso não faz parte da identidade do Partido Novo.
Quanto à narrativa de que o Novo não oferece espaço para mulheres, os fatos desmentem essa afirmação. A presidência Estadual do Novo Mato Grosso está sob a liderança da Gleci Teixeira, que conduz um trabalho brilhante. O partido conta com lideranças femininas expressivas no interior do estado, como a Mirtes da Transterra. E no próximo dia 7 de fevereiro, o Novo realizará em Sinop o evento Novo Mulher, com a participação de mulheres ilustres da política nacional, uma agenda que já estava em andamento antes de qualquer desfiliação.
No Novo, mulheres não precisam de discurso sobre espaço, elas já ocupam esse espaço, com protagonismo real.
A desfiliação é um direito legítimo. A forma como foi conduzida, sem comunicação prévia ao partido, com o anúncio chegando pela imprensa, é que revela uma quebra de confiança e de respeito institucional. Ética e bom senso, valores que o Novo sempre praticou, começam justamente por aí: pelo respeito às pessoas e às instâncias que construíram o caminho junto.
O Partido Novo reconhece a trajetória da Coronel Vânia Rosa. Ao mesmo tempo, reafirma que seguirá oferecendo suporte sério e institucional aos seus filiados, sem flexibilizar princípios para reter quadros ou atender expectativas incompatíveis com sua proposta.
O Novo existe para fazer diferente. E continuará fazendo diferente, mesmo quando isso tem custo político.
Rafael Iacovacci
Presidente do Diretório Estadual
Partido Novo Mato Grosso







