publicidade

publicidade

Banner Parecis SuperAgro 970x250px

publicidade

Juros de Sangue: Polícia Civil cumpre mandados contra esquema de agiotagem em Mato Grosso

WhatsApp Image 2026-03-17 at 08.20.20

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), deflagrou na manhã desta terça-feira (17/03) uma operação para desarticular um grupo suspeito de operar um esquema profissional de agiotagem em Cuiabá. A ação visa combater não apenas o empréstimo ilegal de dinheiro, mas as táticas de extorsão e violência utilizadas na cobrança das dívidas.

Como o Esquema Funcionava

A investigação revelou que o grupo operava com uma estrutura organizada, oferecendo dinheiro fácil para pessoas físicas e pequenos comerciantes, mas com condições que tornavam a dívida impagável:

Prática IlícitaDescrição
Juros AbusivosTaxas que chegavam a 30% ou 50% ao mês, muito acima do permitido por lei.
Retenção de DocumentosOs suspeitos ficavam com cartões de benefício (Bolsa Família/INSS) ou documentos de veículos como “garantia”.
Extorsão e AmeaçaEm caso de atraso, o grupo utilizava de coação psicológica e violência física para “receber” o valor.
Lavagem de CapitaisO lucro da agiotagem era investido em bens de luxo para ocultar a origem do dinheiro.

O Que Foi Apreendido

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os investigadores localizaram:

  • Cadernos de Contabilidade: Listas extensas de “clientes” e os valores astronômicos das dívidas;
  • Maquininhas de Cartão: Usadas para facilitar o pagamento das parcelas de juros;
  • Dinheiro e Cheques: Grandes quantias em espécie e cheques de terceiros;
  • Objetos de Valor: Joias e eletrônicos possivelmente tomados como “pagamento” de vítimas inadimplentes.

Alerta à Comunidade

A agiotagem é um crime que alimenta outros ciclos de violência. Muitas vezes, o agiota é o braço financeiro de facções criminosas. “O ‘dinheiro fácil’ de hoje se torna o pesadelo de amanhã. Nossa orientação é que as pessoas nunca entreguem documentos ou cartões pessoais como garantia de empréstimos informais”, destacou a autoridade policial.

Os investigados podem responder por crime contra a economia popular, extorsão, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte: Assessoria PJC-MT / Redação Plantão CNP

About The Author

Compartilhe a Publicação