A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), deflagrou na manhã desta terça-feira (17/03) uma operação para desarticular um grupo suspeito de operar um esquema profissional de agiotagem em Cuiabá. A ação visa combater não apenas o empréstimo ilegal de dinheiro, mas as táticas de extorsão e violência utilizadas na cobrança das dívidas.
Como o Esquema Funcionava
A investigação revelou que o grupo operava com uma estrutura organizada, oferecendo dinheiro fácil para pessoas físicas e pequenos comerciantes, mas com condições que tornavam a dívida impagável:
| Prática Ilícita | Descrição |
| Juros Abusivos | Taxas que chegavam a 30% ou 50% ao mês, muito acima do permitido por lei. |
| Retenção de Documentos | Os suspeitos ficavam com cartões de benefício (Bolsa Família/INSS) ou documentos de veículos como “garantia”. |
| Extorsão e Ameaça | Em caso de atraso, o grupo utilizava de coação psicológica e violência física para “receber” o valor. |
| Lavagem de Capitais | O lucro da agiotagem era investido em bens de luxo para ocultar a origem do dinheiro. |
O Que Foi Apreendido
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os investigadores localizaram:
- Cadernos de Contabilidade: Listas extensas de “clientes” e os valores astronômicos das dívidas;
- Maquininhas de Cartão: Usadas para facilitar o pagamento das parcelas de juros;
- Dinheiro e Cheques: Grandes quantias em espécie e cheques de terceiros;
- Objetos de Valor: Joias e eletrônicos possivelmente tomados como “pagamento” de vítimas inadimplentes.
Alerta à Comunidade
A agiotagem é um crime que alimenta outros ciclos de violência. Muitas vezes, o agiota é o braço financeiro de facções criminosas. “O ‘dinheiro fácil’ de hoje se torna o pesadelo de amanhã. Nossa orientação é que as pessoas nunca entreguem documentos ou cartões pessoais como garantia de empréstimos informais”, destacou a autoridade policial.
Os investigados podem responder por crime contra a economia popular, extorsão, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Fonte: Assessoria PJC-MT / Redação Plantão CNP







