A ação integrada foi deflagrada na tarde da última terça-feira (2). Os trabalhos investigativos foram conduzidos pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) após o recebimento de denúncias anônimas detalhando a pesca ilegal frequente com o uso de redes na região da Ponte Sérgio Motta, crime que vinha repercutindo com vídeos e imagens nas redes sociais.
Monitoramento e Flagrante no Bairro Praeirinho
Com base nos levantamentos, os investigadores passaram a monitorar uma residência no bairro Praeirinho, identificada como ponto estratégico de recebimento e distribuição dos peixes. Ao realizarem a abordagem no imóvel, os policiais flagraram dois suspeitos e localizaram 232,25 quilos de pescado escondidos em freezers e tambores.
Entre os exemplares apreendidos estavam espécies como pintado, dourado, piraputanga, pacupeva e pacu — cuja captura e transporte são proibidos pela legislação da Lei do Transporte Zero —, além de piranhas. No local, também foram recolhidos balanças, uma máquina de corte para peixes congelados, materiais de rede, celulares e agendas com anotações da contabilidade do crime.
Fiscalização em Peixaria da Feira
A partir de notas fiscais em branco encontradas no cativeiro, as equipes da Dema, da Sema e do Juvam estenderam a fiscalização até uma peixaria localizada na Feira do Praeirinho. No estabelecimento comercial, os agentes localizaram mais 678,75 quilos de peixes mantidos sem nenhuma documentação de origem, incluindo espécies em desacordo com as normas vigentes e cortes de pintado salgado.
Ao todo, somando os dois alvos da operação, as autoridades contabilizaram exatamente 911 quilos de pescado irregular retirados do mercado clandestino.
Prisões e Valores de Fiança
Três homens foram presos em flagrante durante a ofensiva policial:
- O Pescador: Flagrado na residência fazendo a entrega dos peixes proibidos.
- O Atravessador: Responsável pelo imóvel que funcionava como depósito habitual e pela revenda aos comércios.
- O Comerciante: Proprietário da peixaria que comprava a carga ilegal para revender na feira.
Os envolvidos foram conduzidos à sede da Dema, onde foram interrogados pelo delegado Guilherme Neri Pompeo e autuados pelo crime ambiental de pesca predatória. A autoridade policial estipulou fiança no valor de R$ 10 mil para o atravessador (apontado como operador frequente do esquema) e de R$ 3 mil para o pescador e para o dono da peixaria. As investigações continuam em andamento para identificar outros elos da cadeia de pesca ilegal na baixada cuiabana.
Plantão CNP – A notícia com agilidade e compromisso com a verdade. Fonte: Redação Plantão CNP / Assessoria Polícia Civil-MT.








