A morte de Ana Beatriz Silva Lopes, de 22 anos, pode ter sido motivada por uma suposta ligação com uma facção criminosa rival da que atua em Aripuanã, município localizado a 976 quilômetros de Cuiabá. A jovem foi sequestrada, torturada e assassinada na tarde de quarta-feira (3), dentro de um bar da cidade.
Segundo informações da Polícia Militar, integrantes de uma organização criminosa teriam submetido a vítima ao chamado “tribunal do crime”, prática utilizada por facções para julgar e punir pessoas consideradas inimigas do grupo.
De acordo com o tenente-coronel Alex Fontes, as investigações apontam que Ana Beatriz mantinha um relacionamento com um integrante de uma facção rival, fato que teria despertado a desconfiança dos criminosos.
Ainda conforme a apuração, a jovem era natural de Belém, no Pará, mas possuía documentos emitidos no Rio de Janeiro. A circunstância teria reforçado, para os suspeitos, a falsa associação dela a outro grupo criminoso.
A Polícia Militar foi acionada e encontrou a vítima já sem vida. O corpo estava enrolado em panos e amarrado, enquanto os criminosos se preparavam para retirar o cadáver do local.
Dois suspeitos foram presos em flagrante durante a ação policial. Eles foram encaminhados à delegacia e permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros envolvidos e esclarecer todas as circunstâncias do crime.








