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Golpe do Milhão: Polícia Civil queima R$ 10 milhões em notas falsas usadas para enganar empresário em MT

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A incineração do material falso foi realizada utilizando a fornalha industrial de uma empresa localizada no bairro Jardim Industrial, na capital. De acordo com a Polícia Civil, esse montante milionário em papel cenográfico foi apreendido durante uma complexa investigação iniciada ainda no ano de 2024, após um empresário do município de Água Boa procurar as autoridades para denunciar o crime.

Os golpistas se passavam por grandes investidores e operadores financeiros internacionais, oferecendo uma linha de crédito facilitada e um suposto empréstimo de R$ 10 milhões para a vítima. Contudo, para liberar o montante, os criminosos exigiram o pagamento antecipado de uma comissão de R$ 1 milhão. Após negociações, o grupo aceitou receber uma entrada de R$ 400 mil em dinheiro vivo.

Entrega em Hotel e Mala de Papelão

O desfecho do golpe ocorreu no interior de um hotel de luxo em Cuiabá. Confiando na legitimidade da transação após meses de reuniões e contatos telefônicos, a vítima entregou os R$ 400 mil em espécie para os estelionatários. Em troca, recebeu uma mala preta que, teoricamente, guardava os R$ 10 milhões acordados.

Ao chegar a um ambiente seguro e abrir a bagagem, o empresário descobriu que apenas as primeiras notas de cada maço eram reais ou semelhantes, enquanto todo o restante do preenchimento era composto por reproduções grosseiras de papel sem qualquer valor comercial.

Três Indiciados e Investigação Nacional

O Núcleo de Inteligência da Delegacia de Estelionato utilizou o monitoramento de câmeras do hotel, cruzamento de dados de linhas telefônicas e quebras de sigilo para rastrear e qualificar o bando. Ao término do inquérito, três envolvidos foram oficialmente indiciados pelos crimes de estelionato e associação criminosa.

“Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões. Eles utilizavam falsa aparência de empresários e investidores para conquistar a confiança das vítimas”, explicou o delegado responsável pelo caso, Bruno Palmiro.

Com o encerramento do processo e a autorização do Poder Judiciário, os R$ 10 milhões falsificados foram totalmente transformados em cinzas. A Polícia Civil mantém o intercâmbio de dados com forças de segurança de outros estados da Federação, sob a forte suspeita de que a mesma quadrilha tenha lesado empresários e produtores em diferentes regiões do país.

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Fonte: Redação Plantão CNP / Assessoria PJC-MT.

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