A Justiça de Mato Grosso determinou a prisão preventiva de quatro policiais militares da Rotam acusados de envolvimento na execução de Walteir Lima Cabral e na tentativa de homicídio contra outras duas pessoas. O caso, segundo o Ministério Público, teria ligação com o assassinato do advogado Renato Gomes Nery, morto em julho de 2024, em Cuiabá.
A decisão foi assinada pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, após determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que restabeleceu a prisão dos réus ao analisar recurso do Ministério Público.
Os policiais Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso respondem pela morte de Walteir Lima Cabral e pela tentativa de homicídio contra P. E. S. S. e Jhuan Maxmiliano de Oliveira Matsuo Soma. O crime ocorreu no dia 12 de julho de 2024.
Conforme a denúncia, os militares teriam atirado contra as vítimas e, depois, simulado um confronto armado para encobrir a ação. A acusação aponta ainda que a farsa teria sido montada para esconder a ligação do episódio com a morte do advogado Renato Gomes Nery, registrada uma semana antes, em 5 de julho de 2024.
Um laudo pericial balístico citado no processo apontou que a mesma arma teria sido usada na morte de Walteir e no assassinato do advogado.
Os policiais chegaram a ser soltos em maio de 2025, mediante medidas cautelares. No entanto, o Ministério Público recorreu ao STJ, que entendeu haver necessidade de restabelecer as prisões.
Na decisão, a ministra Maria Marluce Caldas destacou a gravidade dos fatos, a periculosidade dos acusados e o risco de reiteração delitiva. O STJ também apontou risco de intimidação de vítimas sobreviventes e testemunhas.
Ao cumprir a ordem, o juiz João Bosco ressaltou que a determinação do STJ tem cumprimento imediato e obrigatório. Com isso, revogou as medidas cautelares anteriores e mandou expedir os mandados de prisão preventiva contra todos os réus.
As ordens foram encaminhadas às forças de segurança para cumprimento. O resultado deverá ser comunicado ao Superior Tribunal de Justiça.







