A Polícia Civil investiga se a morte do cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi planejada com antecedência por Jonathan Vieira dos Santos, de 33. A principal linha de apuração aponta que o suspeito não aceitava um suposto relacionamento entre o policial e sua companheira.
Segundo o delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), testemunhas informaram que Jonathan teria procurado Renato no local de trabalho dias antes do crime. Os investigadores também apuram indícios de que ele vinha acompanhando a rotina da vítima.
“Tudo indica que sim”, afirmou o delegado ao ser questionado sobre a possibilidade de premeditação. Conforme Rogério Gomes, diferentes elementos reunidos no inquérito mostram que Jonathan demonstrava descontentamento com o suposto envolvimento amoroso.
A investigação localizou ainda um boletim de ocorrência registrado pelo suspeito em março. No documento, Jonathan relatou à polícia que Renato estaria mantendo um relacionamento com sua companheira e pediu providências para se resguardar diante da situação.
De acordo com as informações apuradas pela DHPP, o suposto relacionamento extraconjugal teria durado cerca de dois anos. Dias antes do homicídio, Jonathan também teria procurado a esposa do cabo para contar sobre o possível caso.
Apesar dos relatos de insatisfação, a polícia informou que, até o momento, não encontrou registros de ameaças diretas de morte entre os envolvidos.
“Não temos nenhuma informação, até agora, de ameaça de um lado ou de outro. O que existiam eram demonstrações de insatisfação do suspeito em relação a esse suposto relacionamento”, explicou o delegado.
O boletim registrado em março e os depoimentos das testemunhas foram anexados ao inquérito e deverão ajudar a esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.







