A influenciadora e advogada Dayane Karol Moreira da Silva, presa durante a Operação Replay, deixou a prisão após decisão da Justiça de Mato Grosso e passará a cumprir prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
A medida foi determinada pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá. Dayane havia sido presa no dia 30 de julho, durante a ofensiva da Polícia Civil contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado ao Comando Vermelho.
Segundo as investigações, a estrutura seria comandada por Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “WT”, apontado como tesoureiro da facção em Mato Grosso. O grupo investigado teria movimentado recursos de origem criminosa e acumulado veículos de luxo, imóveis e outros bens avaliados em aproximadamente R$ 32 milhões.
Dayane aparece na investigação ligada à administração de uma mansão avaliada em cerca de R$ 3,8 milhões, localizada em um condomínio de luxo em Camboriú, Santa Catarina.
O imóvel foi registrado em nome de Anderson Alves de Sousa. Conforme a Polícia Civil, ele teria pago R$ 100 mil de entrada, realizado pagamentos sucessivos do mesmo valor e desembolsado outros R$ 621,1 mil pelo terreno.
Apesar de figurar oficialmente como proprietário, Anderson não teria exercido a posse efetiva do imóvel. Posteriormente, foram concedidas procurações a Dayane e a Thawany Nunes Silva de Bulhões, esposa de WT, para administrar a residência.
Além da advogada, a Operação Replay também prendeu Thawany; o ex-assessor parlamentar da Câmara de Cuiabá Brunno Passos da Silva; Alex Júnior Santos de Alencar, conhecido como “Soldado”; Emerson Ferreira Lima, o “Gordinho”; a influenciadora Katani Adorno Bocardi; Aldemir de Assis Campos, o “Tucão”; Ygor Henrique da Silva Martins; e Anderson Alves de Sousa.
As investigações seguem para apurar a origem dos valores, a movimentação financeira e a eventual participação de cada um dos investigados no esquema.







