Bruno Arnold morreu nesta quarta-feira, 09 de setembro, depois de permanecer oito dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Ele havia ficado gravemente ferido no acidente que matou a filha, Liz Antonella Lemes Arnold, de 3 anos, e Jamilly Gabriele Fonseca Tisott, de 18. Com isso, a colisão passou a contabilizar três mortes.
O acidente aconteceu no dia 1º de setembro, no km 584 da BR-364, em Jangada, no trecho de convergência com a BR-163. Bruno dirigia uma Chevrolet S10, onde também estavam Liz e Jamilly, quando o veículo se envolveu em uma colisão com um caminhão Mercedes-Benz.
As duas passageiras morreram no local. Bruno foi resgatado com vida e levado em estado grave para Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos.
A Prefeitura de Nobres lamentou a morte e informou que Bruno era filho de uma servidora pública municipal. Em nota, a administração manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
Versões divergentes
De acordo com a versão da Polícia Civil, o caminhão, conduzido por Reinaldo Nazaro Nora, de 65 anos, teria entrado na pista contrária ao realizar uma ultrapassagem em trecho proibido. A roda dianteira direita do caminhão teria atingido a parte frontal da S10, que saiu da rodovia e bateu em um barranco.
Em depoimento, Reinaldo negou a ultrapassagem irregular e apresentou outra versão. Ele afirmou que chovia intensamente, a pista estava molhada e uma carreta que seguia à sua frente deslizou. Ao reduzir a velocidade, teria perdido parcialmente o controle do caminhão. Segundo ele, foi a caminhonete que atingiu a lateral do veículo.
O caminhoneiro declarou ainda que não havia consumido bebida alcoólica e que tentou socorrer as vítimas.
Reinaldo foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante por homicídio qualificado, segundo a Polícia Civil. Posteriormente, a Justiça concedeu liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Na decisão, a juíza Marilia Augusto de Oliveira Plaza determinou que o motorista mantenha o endereço atualizado e compareça a todos os atos processuais para os quais for intimado. O uso de tornozeleira eletrônica não foi imposto.
A Polícia Civil continua investigando a dinâmica da colisão e as responsabilidades pelo acidente.







