Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, após representação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente, com parecer favorável do Ministério Público Estadual.
As investigações apontam que os suspeitos mantinham uma estrutura organizada para a prática de pesca ilegal no Rio Cuiabá, utilizando petrechos proibidos, como redes e tarrafas, além de comercializar espécies protegidas e de captura restrita, entre elas jaú, pintado e pacu. O grupo também teria montado um sistema de vigilância para monitorar, em tempo real, a movimentação das equipes de fiscalização, repassando informações sobre viaturas e embarcações da Dema e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, com o objetivo de evitar flagrantes.
Com o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil busca apreender equipamentos ilegais de pesca, estoques de pescado irregular e novos elementos de prova que reforcem as investigações. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de pesca ilegal, conforme a Lei nº 9.605/1998, e associação criminosa.
A operação conta com apoio da Diretoria de Atividades Especiais e de equipes da unidade especializada, integrando as estratégias de enfrentamento aos crimes ambientais durante o período de defeso.
Período proibitivo
Conforme a legislação ambiental vigente, o período de piracema, destinado à reprodução das espécies nas bacias do Pantanal, se encerra neste sábado, 31 de janeiro de 2026. A partir de 1º de fevereiro, a pesca volta a ser permitida, porém segue em vigor a Lei nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero, que mantém restrições ao transporte e à comercialização de espécies nativas, sendo liberada apenas a pesca amadora esportiva.
O nome Operação Redeiros faz referência direta ao principal método utilizado pelos investigados para a captura ilegal em larga escala, prática que causa graves impactos ambientais e prejuízos irreversíveis ao ecossistema dos rios de Mato Grosso.







