O advogado Ênio Martimiano da Cunha Júnior foi preso na Operação Silenciar, deflagrada pela Polícia Civil após a conclusão da investigação sobre o assassinato de Gabriel Martins Pereira, de 25 anos. O crime ocorreu no bairro Recanto da Siriema, em Cuiabá, na madrugada de 7 para 8 de novembro de 2024.
De acordo com a Polícia Civil, o advogado foi indiciado como coautor do homicídio. A investigação também aponta que ele colaborava com uma facção criminosa, oferecendo suporte jurídico à organização há anos.
Gabriel foi torturado antes de ser morto com 16 disparos de arma de fogo e 15 golpes de faca. Segundo os investigadores, os suspeitos acreditavam que ele havia repassado informações às forças de segurança, levando à apreensão de drogas pela Polícia Militar.
O inquérito, conduzido pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durou quase dois anos e resultou no indiciamento de quatro pessoas.
Além de Ênio, foram expedidos mandados de prisão preventiva contra Geison dos Santos Nascimento, conhecido como “Todynho” ou “Americano”, e João Paulo Corbelino Costa. Os dois já estão presos por outros delitos e são alvos de cumprimento das ordens no presídio estadual.
Geison é apontado pela polícia como o motorista do veículo usado no crime e responsável pelos golpes de faca. O quarto indiciado, Gleison Corrêa dos Santos, identificado como “disciplina” da facção à época, está foragido.
A DHPP destacou que a conduta atribuída ao advogado não representa a Ordem dos Advogados do Brasil nem os demais profissionais da categoria.








