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Apoio político ou projeto pessoal? A aposta de Ananias Filho e Abílio Brunini em Samantha Iris levanta questionamentos

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A declaração do presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, ao apontar a vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, como um dos nomes mais fortes do partido para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, trouxe à tona um debate político legítimo e necessário: há, neste movimento, um interesse coletivo ou um interesse estritamente pessoal e familiar?

Segundo Ananias, o desempenho eleitoral de Samantha, que foi a vereadora mais votada da capital, somado ao apoio político do marido, o prefeito Abílio Brunini, coloca seu nome em posição de destaque dentro do PL. Contudo, o cenário levanta questionamentos que não podem ser ignorados por quem acompanha de perto a dinâmica política de Cuiabá e de Mato Grosso.

Durante o processo eleitoral que levou Abílio Brunini à Prefeitura, diversos deputados, lideranças políticas e candidatos colocaram seus nomes, estruturas, tempo e capital político à disposição do projeto. Muitos desses atores, ao longo do mandato, também direcionam emendas parlamentares, recursos, articulações e trabalho institucional em favor da capital, fortalecendo políticas públicas, obras e ações que impactam diretamente a população cuiabana.

Diante disso, surge o ponto central do debate: no momento decisivo das eleições estaduais, Abílio Brunini irá apoiar de forma ampla todos aqueles que estiveram ao seu lado e que seguem contribuindo com Cuiabá, ou concentrará seu apoio exclusivamente na candidatura de sua esposa?

A política, por sua própria natureza, exige coerência, reciprocidade e compromisso coletivo. O apoio eleitoral não é um gesto isolado, mas parte de uma engrenagem construída ao longo do tempo, baseada em alianças, confiança e projetos comuns. Quando essa lógica é rompida, o risco é transformar um projeto de cidade em um projeto de poder personalista.

É importante destacar que o questionamento não recai sobre a legalidade de uma eventual candidatura que é plenamente legítima , mas sobre o posicionamento político e ético de quem ocupa o cargo mais relevante do Executivo municipal. O prefeito de uma capital não representa apenas um grupo, um partido ou uma família, mas toda uma cidade e uma rede de lideranças que ajudaram a construir sua vitória.

A dúvida que fica, e que precisa ser respondida com clareza, é simples e objetiva: o apoio de Abílio Brunini será plural e institucional, respeitando aqueles que apostaram no projeto Cuiabá, ou será restrito, priorizando um projeto pessoal?

No campo democrático, questionar é um dever. E, na política, o silêncio diante dessas indagações fala tanto quanto uma resposta direta.

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