A Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis colocou em pauta, para votação em sessão extraordinária no dia 26 de janeiro, o Projeto de Lei nº 51/2026-LE, que trata da criação e regulamentação do Auxílio-Saúde no âmbito do Poder Legislativo municipal.
A proposta prevê, na prática, a concessão de benefício de saúde privada para vereadores e servidores da Câmara, justamente em um dos momentos mais sensíveis da história recente da saúde pública de Campo Novo do Parecis.
Momento crítico e escolha questionável
O município enfrenta uma fase de transição delicada na saúde pública, marcada por:
óbitos registrados nos últimos meses;
investigações judiciais em andamento;
denúncias e cobranças constantes por melhorias;
uma população abalada, insegura e temerosa quanto ao atendimento médico.
Por anos, a saúde pública municipal foi alvo de reclamações, críticas e pedidos de socorro da comunidade.
Mesmo assim, em vez de priorizar ações que fortaleçam o sistema público, o Legislativo opta por garantir um benefício exclusivo para si próprio.
A mensagem que fica
A iniciativa gera forte reação porque transmite uma mensagem difícil de ignorar:
se a saúde pública não funciona, os representantes buscam proteção fora dela, enquanto a população segue dependente de um sistema que ainda luta para se reorganizar.
Para muitos cidadãos, o projeto soa como um afastamento da realidade vivida pelo povo, reforçando a sensação de que existe uma saúde para quem pode pagar e outra para quem depende do serviço público.
Sessão extraordinária e ausência de diálogo
Outro ponto que causa indignação é a tramitação em sessão extraordinária, sem amplo debate público, sem audiência e sem escuta direta da população.
Projetos que envolvem criação de benefícios, impacto financeiro e privilégios institucionais exigem transparência, diálogo e, sobretudo, sensibilidade social algo que, segundo críticas populares, não foi observado neste caso.
Prioridades em xeque
Enquanto moradores enfrentam filas, dificuldades de acesso, medo e incertezas, o Legislativo discute auxílio-saúde para seus próprios membros.
O contraste levanta questionamentos legítimos sobre:
prioridades do Parlamento municipal;
compromisso com o interesse coletivo;
respeito ao momento vivido pela cidade.
Cobrança da sociedade
A população de Campo Novo do Parecis cobra:
mais respeito;
mais transparência;
mais foco na saúde pública;
menos privilégios e mais responsabilidade social.
O Legislativo municipal existe para representar o povo, ouvir suas dores e agir de acordo com a realidade social.
Projetos dessa natureza, apresentados nesse contexto, ampliam o distanciamento entre representantes e representados.
📢 A saúde pública precisa ser prioridade absoluta.
Benefícios internos não podem se sobrepor à dor coletiva.
A população quer ser ouvida e respeitada.
Plantão CNP informação com responsabilidade e cobrança social.







