Os recentes embates públicos entre Claudecir Contreira pré-candidato à deputado federal e o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, deixaram marcas políticas visíveis e expuseram fissuras que agora exigem reposicionamento estratégico. Após a troca de farpas e o desgaste público, Contreira começa a sinalizar um movimento de retorno às suas origens políticas: a esquerda.
Nos bastidores, a leitura é clara. O confronto com Abílio, que ganhou repercussão nas redes sociais e em espaços institucionais, isolou Contreira de setores que antes mantinham diálogo, especialmente entre grupos mais alinhados ao centro e à direita. Diante desse cenário, o dirigente passa a buscar a reconstrução de pontes com sua base histórica, formada por setores progressistas, movimentos de classe e lideranças que o acompanharam no início de sua trajetória.
A tentativa de reaproximação não ocorre por acaso. A esquerda, embora crítica em muitos momentos, ainda representa um campo político onde Contreira possui identidade, histórico e capital simbólico. O gesto de “voltar pras origens” é visto por analistas como uma estratégia de sobrevivência política e reposicionamento diante de um ambiente cada vez mais hostil.
No entanto, a reconstrução não será simples. O desgaste acumulado, as denúncias públicas, o clima de desconfiança e os conflitos recentes deixaram cicatrizes profundas. Lideranças e militantes avaliam com cautela se o movimento representa uma autocrítica real ou apenas uma manobra tática para recompor forças, uma vez que Claudecir Contreira tentou surfar na onda do bolsonarismo para ganhar holofotes.
O fato é que o cenário político de Mato Grosso entra em uma nova fase, onde alianças são revistas, discursos são recalibrados e o passado volta a pesar. Para Claudecir Contreira, o desafio agora é convencer que o retorno à esquerda não é oportunismo, mas reconexão com uma origem que nunca deveria ter sido abandonada.
O tempo dirá se as pontes poderão, de fato, ser reconstruídas.
Plantão CNP
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