A Polícia Civil de Mato Grosso reforçou o enfrentamento aos crimes de feminicídio na Região Metropolitana de Cuiabá com a designação da delegada Jéssica Cristina de Assis para atuar na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A medida, definida pela Diretoria da Polícia Civil, tem como objetivo ampliar e qualificar as investigações dos crimes de feminicídio ocorridos em Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal e Nossa Senhora do Livramento. A delegada atuará como uma das delegadas adjuntas da unidade, concentrando todas as apurações de feminicídio da região, sem prejuízo das demais investigações de homicídios durante os plantões.
Com reconhecida trajetória no combate à violência contra a mulher, Jéssica ingressou na Polícia Civil em 2021 e atuou no Núcleo de Atendimento à Mulher, Criança, Adolescente, Idoso e Minorias da Delegacia de Sorriso, entre agosto de 2022 e abril de 2025, assumindo a titularidade da unidade em dezembro de 2023. Antes da nova designação, estava lotada na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, onde atuou de abril a dezembro de 2025.
O diretor metropolitano da Polícia Civil, Wagner Bassi Júnior, destacou que a escolha da delegada visa dar mais celeridade e efetividade às investigações.
“A diretoria escolheu uma delegada extremamente qualificada para concentrar todas as investigações de feminicídio da região metropolitana. Nosso foco é o esclarecimento de 100% desses crimes. Não permitiremos que nenhum feminicida fique impune”, afirmou.
Já o delegado titular da DHPP, Caio Fernando Alvares de Albuquerque, ressaltou a importância de uma atuação especializada e humanizada, especialmente no atendimento às vítimas indiretas, como familiares.
“A delegada traz experiência e sensibilidade em uma temática extremamente delicada. Sua chegada fortalece tanto as investigações de homicídios em geral quanto, principalmente, os casos de feminicídio”, pontuou.
Ao assumir a nova função, Jéssica enfatizou que a apuração desses crimes exige atuação técnica, rigorosa e sensível, orientada por uma perspectiva de gênero, conforme as diretrizes do Protocolo Nacional de Investigação e Perícia nos Crimes de Feminicídio.
“Recebo essa missão com profundo senso de responsabilidade. Investigar feminicídios não é apenas cumprir um dever legal, mas um compromisso ético com a proteção da vida das mulheres e com a efetivação dos direitos humanos”, declarou a delegada.







