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Delegado aponta ciúmes e disputa patrimonial como motivação para morte de professora

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A morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, encontrada em uma represa na zona rural de Castanheira, teria sido motivada por ciúmes e por interesses patrimoniais. A informação foi confirmada pelo delegado Luiz Camargo, da Polícia Civil de Juína, após a prisão de Joel Laureano Ferreira, apontado como autor do feminicídio.

Adélia foi localizada morta nas águas de uma represa nos fundos do 4º Assentamento, dois dias antes da prisão do suspeito, que ocorreu na tarde desta quarta-feira, 01 de julho.

De acordo com o delegado, as investigações indicam que Joel não aceitava o fim do relacionamento com a professora. Além disso, ele temia perder o padrão de vida que mantinha durante a relação, já que a vítima teria uma condição financeira superior à dele. O suspeito trabalhava como vaqueiro na região.

“A investigação seria uma divergência patrimonial, já que a vítima estava querendo se separar e ele não estava aceitando a situação por dois motivos. Primeiro, patrimônio. Parecia que a vítima tinha uma condição patrimonial melhor do que a dele e por questões de ciúmes”, afirmou Luiz Camargo.

Conforme a Polícia Civil, a principal linha apurada é de que o crime tenha sido motivado pela inconformidade do suspeito com o término da relação, somada ao interesse em manter os benefícios financeiros proporcionados pela convivência com a vítima.

Joel foi preso em flagrante e, segundo o delegado, a conduta será enquadrada inicialmente como feminicídio qualificado. A Polícia Civil, no entanto, segue com as diligências e não descarta a inclusão de novas tipificações criminais no decorrer do inquérito.

O delegado também explicou que o suspeito não conseguiu ocultar o corpo porque moradores do assentamento perceberam uma movimentação estranha e acionaram rapidamente as forças de segurança.

“Com o alarme que desencadeou ali na vizinhança do assentamento onde a vítima residia, acabou que ele não teve esse tempo, aparentemente, de ocultar o cadáver. A partir do momento em que a vizinhança começou a alertar a Polícia Militar e a Polícia Civil, ele acabou abandonando essa empreitada criminosa”, disse.

As investigações continuam, e o inquérito será concluído após a finalização das demais diligências pela Polícia Civil.

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