A ocorrência policial teve início após a guarnição da Polícia Militar ser acionada de forma prioritária por profissionais de saúde de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Os servidores informaram que um homem, de 28 anos, havia dado entrada no pronto-socorro apresentando duas lesões cortantes na mão direita provocadas por arma branca (faca), necessitando de suturas imediatas.
Descoberta de Relacionamento Extraconjugal
Ao ser interrogado pelos militares no hospital, o homem confessou que os ferimentos foram causados por sua esposa. Segundo a versão do envolvido, a mulher descobriu recentemente que ele mantinha uma relação extraconjugal. Tomada pelo nervosismo, ela foi ao encontro do marido, dando início a uma calorosa discussão verbal em via pública.
No ápice do desentendimento, a mulher se apossou de uma faca e desferiu um golpe contra o companheiro. O homem utilizou a mão direita como escudo protetor para evitar que o corte atingisse regiões vitais, sofrendo as lesões profundas nos dedos.
Reação Impulsiva e Estado de Gestação
De posse das informações, os policiais militares iniciaram diligências táticas e localizaram a mulher na residência de parentes. Ao ser abordada, ela colaborou com a guarnição, confirmou o teor da discussão e admitiu o uso da faca.
A mulher justificou que perdeu totalmente o controle emocional ao se deparar com a quebra de confiança no casamento. Ela relatou aos policiais que está em período gestacional de aproximadamente três meses e argumentou que a alteração hormonal combinada ao forte impacto psicológico da traição desencadeou uma reação impulsiva, mas assegurou que seu intuito nunca foi tirar a vida do marido.
Vítima Recusa Representação Criminal
Apesar do susto e dos pontos recebidos na UPA, o homem declarou à equipe policial que concorda com a versão da esposa, afirmando que compreende o desespero dela diante da situação e que não enxergou a conduta como uma tentativa de homicídio. Ele manifestou formalmente o desejo de não representar criminalmente contra a companheira.
Mesmo com a decisão da vítima, ambos foram conduzidos pelas viaturas da Polícia Militar até a Delegacia de Polícia Civil de Sorriso para o registro do boletim de ocorrência. O caso foi repassado ao delegado de plantão, que analisará o fato sob a ótica da Lei Maria da Penha e das normas penais vigentes para determinar se o procedimento seguirá como lesão corporal culposa ou se haverá instauração de inquérito de ofício por se tratar de violência doméstica.
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Fonte: Redação Plantão CNP / Com informações operacionais da PM-MT (Nortão MT).







