Mulher de 26 anos conseguiu pedir ajuda à irmã mesmo gravemente ferida; suspeito fugiu e ainda não foi localizado
Uma mulher de 26 anos foi socorrida após ter o pescoço cortado com uma garrafa quebrada durante uma discussão com o marido, na noite deste domingo (16), no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. O ataque aconteceu na presença das duas filhas do casal, de 5 e 2 anos.
O suspeito fugiu após a agressão e, até o momento, não foi localizado. O caso é investigado como tentativa de feminicídio.
Segundo relato da irmã da vítima, a família havia participado de uma confraternização durante a tarde. O casal deixou o encontro por volta das 17h e, cerca de três horas depois, a mulher entrou em contato pedindo socorro.
“Ela ligou para mim e falou: ‘mano, corre aqui que Guinha furou meu pescoço’. Ela virou a chamada e mostrou. Deu para ver os esguichos de sangue saindo”, contou.
Os familiares foram imediatamente até a residência, mas encontraram o imóvel trancado. Mesmo ferida, a mulher conseguiu chegar até o portão e abrir o cadeado. Logo depois, perdeu os sentidos.
“Ela conseguiu andar, ela foi forte, de andar até o portão, abrir o cadeado. Na hora que eu abri o portão e peguei ela, ela já desmaiou. Ele golpeou ela e deixou ela lá com duas crianças, agonizando”, relatou a irmã.
A família levou a jovem para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Posteriormente, ela foi transferida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde recebeu atendimento médico. Conforme os familiares, ela está fora de perigo.
Ainda segundo a irmã, o ataque teria ocorrido durante uma discussão, quando o homem quebrou uma garrafa e utilizou o objeto para ferir a companheira no pescoço.
A família também relatou que o casal perdeu, há cerca de dois meses, uma filha ainda bebê, após a criança se engasgar com leite. Conforme a irmã, a mulher vinha sendo responsabilizada pelo companheiro e por familiares dele pela morte da criança. A Polícia Civil deverá apurar se o episódio possui alguma relação com a agressão.
“Ela perdeu um filho, tem dois meses que ela enterrou um bebê de dois meses. Agora ela falou para a gente que eles estão culpando ela pela morte da criança. Gente, que mãe vai querer matar o próprio filho? Foi uma fatalidade”, afirmou.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime e realiza buscas para localizar o suspeito.






