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Mato Grosso redefine incentivo fiscal à soja beneficiada e impõe novos critérios às operações

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O Governo de Mato Grosso publicou o Decreto nº 1.794, que regulamenta e detalha as regras para a concessão de incentivo fiscal às operações com soja beneficiada no Estado, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso. A medida reforça o estímulo à industrialização, à ampliação da armazenagem e ao controle do ICMS, com foco em desenvolvimento sustentável e equilíbrio fiscal.

Extensão do benefício e critérios técnicos

A nova norma permite estender o incentivo às operações com soja a granel, desde que atendidos critérios específicos. Entre eles:

a soja deve ser produzida em Mato Grosso;

o beneficiamento precisa ocorrer em estabelecimento próprio do contribuinte;

comprovação de que o processo se dá em unidade armazenadora localizada no Estado, admitindo-se armazéns em regime de condomínio, desde que regularizados.

O objetivo é agregar valor à produção agrícola, evitar distorções no mercado interno e preservar a arrecadação.

Fiscalização, limites e governança

A concessão do incentivo ficará condicionada a credenciamento específico e vistoria técnica in loco pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

A Sefaz definirá o limite global de fruição por período;

O Conselho de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso fixará o limite individual para cada empresa.

O decreto veda o benefício caso sua extensão provoque desabastecimento de soja destinada à indústria instalada no Estado, protegendo a cadeia produtiva e a competitividade da indústria local.

O que dizem os secretários

Para o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, a atualização fortalece o papel do incentivo como ferramenta de desenvolvimento:

“O ajuste no Prodeic estimula a industrialização e a armazenagem dentro do Estado, com controle rigoroso do ICMS, vistoria, limites definidos e acompanhamento técnico, garantindo segurança jurídica, equilíbrio fiscal e retorno econômico para Mato Grosso.”

Já o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destaca a previsibilidade ao setor:

“A regulamentação alinha incentivo fiscal, produção e investimento em infraestrutura, criando um ambiente seguro para beneficiamento, armazenagem e geração de valor, com competitividade e desenvolvimento sustentável.”

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