O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União), é um dos alvos da segunda fase da Operação Gomorra, deflagrada na manhã desta quarta-feira, 1º de julho, pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A investigação tramita sob sigilo e apura supostas fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública.
A ação é conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Ao todo, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Campo Verde. Também foram autorizadas medidas como quebra de sigilos telemático e fiscal, afastamento de servidores públicos de suas funções e indisponibilidade de bens de investigados, entre agentes públicos e particulares.
Conforme apurado, um dos mandados foi cumprido no Condomínio Supremo Itália, localizado em uma região nobre de Cuiabá. Em Campo Verde, as diligências ocorreram na Prefeitura Municipal e nas residências de dois servidores públicos investigados.
Segundo o Ministério Público, as medidas têm como objetivo aprofundar as investigações, reunir provas e apurar a eventual participação de agentes públicos e empresários em irregularidades envolvendo contratos administrativos e procedimentos licitatórios.
Alexandre Lopes foi reeleito prefeito de Campo Verde no primeiro turno das eleições municipais de 2024, com 83,60% dos votos válidos. Ele é engenheiro e declarou patrimônio de R$ 7,1 milhões à Justiça Eleitoral.
Em junho deste ano, o prefeito sofreu um acidente de carro em uma estrada vicinal na zona rural do município. O veículo em que ele estava capotou. Também estavam no carro o secretário de Planejamento, Clodoaldo Alves de Lima, o secretário de Obras, Viação e Serviços Públicos, Rubens Anunciação Júnior, o assessor de comunicação Álvaro Walker, e o motorista Clayton de Paula. Apesar do capotamento, ninguém ficou ferido.








