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“Rapunzel Cuiabana” já foi presa por suspeita de furtar joias e objetos de casas alugadas

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Kamila Gonçalves Vieira, de 26 anos, conhecida nas redes sociais como “Rapunzel Cuiabana”, já havia sido investigada por furto, estelionato e ameaça antes de ser alvo da Operação Fallacia, deflagrada nesta segunda-feira (3), em Primavera do Leste.

Um dos episódios ocorreu em novembro de 2021, quando a influenciadora foi presa após ser acusada de retirar móveis, eletrodomésticos, joias e outros objetos de imóveis alugados.

Em uma das denúncias, a proprietária de uma casa mobiliada relatou à Polícia Militar que, após alugar o imóvel para Kamila, percebeu o desaparecimento de praticamente todos os pertences. Entre os itens estavam cama, geladeira, aparelhos de ar-condicionado, prataria, roupas de cama e toalhas.

Outro dono de imóvel também procurou a polícia e informou que aparelhos de ar-condicionado e pedras de esmeralda haviam sumido da residência ocupada pela investigada.

Durante a averiguação, os militares encontraram a porta de um depósito arrombada. O proprietário afirmou ainda que relógios das marcas Rolex, Gublox e Chilli Beans, um violão, joias de ouro e prata, além de pedras de turmalina Paraíba, haviam sido levados.

Parte dos objetos foi localizada escondida em um baú dentro do quarto usado por Kamila.

Na ocasião, pessoas que se diziam vítimas criaram um grupo no WhatsApp para compartilhar informações. Algumas foram até a residência e reconheceram pertences que alegavam ter sido retirados de suas casas.

Também foram relatadas mensagens encaminhadas às vítimas com orientações para que elas não procurassem a influenciadora pessoalmente para tentar recuperar os objetos.

Kamila foi levada à Central de Flagrantes. Na delegacia, a polícia identificou registros anteriores envolvendo suspeitas de furto, estelionato e ameaça.

Dois dias depois, em 12 de novembro de 2021, a Justiça rejeitou o pedido de soltura apresentado durante audiência de custódia e manteve a prisão naquele momento.

NOVO ALVO

Nesta segunda-feira, Kamila voltou a ser investigada pela Polícia Civil durante a Operação Fallacia. Ela é suspeita de aplicar um golpe contra um morador de Primavera do Leste ao se apresentar como advogada e oferecer ajuda na negociação de um divórcio.

Segundo a investigação, o homem foi orientado a realizar pagamentos que seriam repassados à ex-companheira. Os valores, no entanto, teriam sido encaminhados para Kamila e outras pessoas.

A vítima também entregou uma Toyota Hilux à investigada, após ser informada de que o veículo deveria ser retirado da divisão de bens. A caminhonete não foi devolvida e acabou apreendida pelos policiais.

Durante o cumprimento dos mandados, foram recolhidos um celular, cartões bancários e documentos registrados em nome de terceiros.

A influenciadora foi encontrada em um estabelecimento comercial e conduzida à delegacia. O inquérito tramita sob sigilo e busca identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.

O nome “Fallacia” tem origem no latim e significa fraude, ardil ou engano planejado.

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