Uma servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que trabalha como gestora de uma vara no Fórum de Cuiabá, foi detida no dia 12 de outubro após uma confusão na residência do ex-namorado, um investigador da Polícia Civil. O imóvel fica em um condomínio no bairro Jardim Imperial, na capital.
Segundo o registro policial, ela foi ao endereço acompanhada de outra mulher, identificada pelas iniciais A.A., que afirmou também manter um relacionamento com o agente. Quando a PM chegou, a servidora estava em frente à casa, contida pelos seguranças. A acompanhante já havia deixado o local.
Em sua versão, a funcionária do Judiciário contou que havia terminado o namoro cerca de duas semanas antes. Naquele dia, recebeu uma ligação de A.A. e se encontrou com ela em um posto de combustíveis para conversar sobre o investigador.
Durante o encontro, a outra mulher teria apresentado comprovantes de transferências do policial para uma terceira pessoa e registros íntimos. A servidora decidiu procurar o ex-namorado para pedir explicações e aceitou ir com a acompanhante ao condomínio.
Ela afirmou que foi avisada na portaria de que não tinha mais autorização de acesso. Segundo seu relato, a entrada foi permitida apenas para uma manobra de retorno, mas A.A. insistiu para que fossem até a residência. A servidora negou ter danificado a porta do imóvel.
O investigador apresentou uma versão diferente. Disse que não autorizou a entrada e recebeu a informação de que as duas haviam rompido a cancela. Segundo ele, as mulheres exigiram que saísse, pularam um portão de aproximadamente 1,9 metro e golpearam a janela do quarto enquanto o ofendiam.
O agente permaneceu dentro da casa até a chegada dos seguranças. Conforme seu relato, as duas resistiram a deixar o endereço.







