A presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso avaliou como justa a reivindicação apresentada pelos servidores públicos estaduais, que pleiteiam a recomposição salarial de 19,52%, percentual que corresponde às perdas acumuladas no período de 2017 a 2025. A manifestação ocorre às vésperas da votação do projeto que trata da Revisão Geral Anual (RGA), prevista para a sessão desta quarta-feira (14).
À frente do Parlamento estadual, o deputado Max Russi (PSB) ponderou que, embora a cobrança seja legítima do ponto de vista dos trabalhadores, o Governo do Estado já comunicou oficialmente limitações fiscais que impedem a concessão de reajuste acima de 4,26%, índice calculado com base no IPCA, parâmetro atualmente adotado para a correção anual.
Diante do impasse entre a demanda dos servidores e a capacidade financeira do Executivo, parlamentares discutem alternativas intermediárias. Uma das possibilidades em análise é o parcelamento da recomposição integral, medida que permitiria diluir o impacto orçamentário ao longo do tempo, sem ignorar as perdas históricas da categoria.
A sugestão de escalonar o percentual reivindicado foi apresentada pelo deputado Eduardo Botelho e passou a integrar o debate político nos bastidores da Casa. A proposta ainda não foi formalizada em texto legislativo, mas ganhou espaço nas discussões que antecedem a votação.
A sessão desta quarta-feira deve ocorrer sob forte acompanhamento de sindicatos e entidades representativas, que pressionam por um posicionamento mais amplo do Legislativo em relação à recomposição salarial e à valorização do funcionalismo público estadual.







