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Equipe médica recomenda nova desinternação de homem condenado pela morte da tia em Sorriso

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Um novo relatório médico pode abrir caminho para que Lumar Costa da Silva, condenado pelo assassinato da tia Maria Zélia da Silva, de 55 anos, deixe novamente o Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, em Cuiabá. A equipe do Centro Integrado de Atenção Psicossocial responsável pelo acompanhamento recomendou a desinternação após avaliar que o paciente apresenta estabilidade clínica.

De acordo com o documento, Lumar está lúcido e orientado, apresenta humor estável, discurso organizado e não demonstra atualmente sinais de psicose, agitação ou comportamento agressivo. A avaliação também registra ausência de delírios e aponta que ele demonstra capacidade de compreender a realidade e reconhecer sua condição de saúde mental.

A recomendação médica ocorre menos de dez meses depois de Lumar retornar à unidade psiquiátrica. Ele havia deixado o hospital em junho do ano passado e seguido para Campinas (SP), onde passou a ser acompanhado. Contudo, em novembro, voltou a ser preso após ser acusado de ameaçar a ex-esposa.

Diante do novo episódio, a Justiça determinou que ele retornasse ao Adauto Botelho para continuidade do tratamento.

DECISÃO DEPENDE DA JUSTIÇA

Apesar da recomendação da equipe médica, a saída do hospital não é automática. Antes de decidir sobre uma possível desinternação, a Justiça determinou que Lumar seja submetido a um exame de cessação de periculosidade, a ser realizado prioritariamente pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O resultado da perícia deverá ser considerado em uma nova análise judicial sobre a possibilidade de Lumar continuar o tratamento fora do ambiente hospitalar.

Uma das alternativas avaliadas é o regime ambulatorial em Campinas, com acompanhamento médico, supervisão e curatela do pai.

CRIME OCORREU EM 2019

Lumar foi condenado pela morte da tia em julho de 2019, em Sorriso, no norte de Mato Grosso. Segundo o processo, ele matou Maria Zélia a facadas e, após o crime, retirou o coração da vítima.

Durante a tramitação do processo, Lumar passou por exame de sanidade mental. A avaliação apontou transtorno afetivo bipolar tipo 1 e concluiu que, na época do assassinato, ele não possuía capacidade de compreender o caráter ilícito da própria conduta.

O laudo foi homologado pela Justiça em 2021. Lumar foi considerado inimputável e, por esse motivo, não foi submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Agora, a Justiça deverá analisar os novos exames e a avaliação de periculosidade para decidir se ele poderá deixar novamente a internação e prosseguir com o tratamento em regime ambulatorial.

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