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Pastor investigado por suposto apoio a facção criminosa morre vítima de câncer.

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O pastor Nivaldo de Almeida, investigado pela Polícia Civil na Operação Fariseus, morreu na manhã deste sábado (5), após complicações provocadas por um câncer. O sepultamento ocorreu neste domingo (6 de setembro).

Nivaldo era investigado ao lado da esposa, Orminda Barcelos Almeida, e da filha, Rhavenna Barcelos de Almeida, por suposta participação em um esquema que teria prestado suporte financeiro e operacional a integrantes de uma organização criminosa.

Conforme apontado pela investigação, Nivaldo e Orminda teriam recebido mensagens destinadas a integrantes da facção, transportado dinheiro e emprestado contas bancárias para movimentações financeiras. Fotografias encontradas durante o trabalho policial também mostrariam o casal ao lado de pessoas apontadas como integrantes do grupo criminoso, inclusive em imagens nas quais aparecem armas.

A Polícia Civil também investigou o uso de um projeto de evangelização realizado em unidades prisionais. Segundo a apuração, a iniciativa teria sido utilizada por integrantes do grupo para facilitar a comunicação entre detentos e pessoas que estavam em liberdade.

A investigação, no entanto, não apontou envolvimento institucional da igreja, mas o suposto aproveitamento da atividade missionária por investigados para facilitar contatos e outras ações de interesse da organização criminosa.

FILHA FOI PRESA

Durante a operação, Rhavenna Barcelos de Almeida foi presa preventivamente. Ela foi apontada pela Polícia Civil como uma das pessoas responsáveis pelo suporte operacional, financeiro e pela comunicação com integrantes da organização.
Segundo a investigação, Rhavenna teria mantido relacionamento com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como uma das lideranças da facção. O homem é considerado foragido após romper a tornozeleira eletrônica.
Ainda conforme a Polícia Civil, mesmo depois da fuga, Rhavenna teria continuado mantendo contato com o criminoso e recebendo determinações.

A Operação Fariseus foi deflagrada após uma denúncia e teve investigação superior a um ano. Ao todo, foram cumpridas 27 ordens judiciais. Os envolvidos são investigados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, tortura e corrupção de menor.

Com a morte de Nivaldo, eventuais responsabilidades criminais relacionadas a ele ficam sujeitas às consequências jurídicas decorrentes do óbito, enquanto as investigações envolvendo os demais suspeitos seguem conforme determinação da Justiça.

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