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Fundador do CV teria bancado reforma e presentes para missionária presa em Cuiabá

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Apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso, Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote”, teria financiado parte da reforma da casa de Rhavenna Barcelos de Almeida, presa na Operação Fariseus por suspeita de envolvimento com a facção criminosa.

A informação aparece em um relatório produzido pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com base na análise de conversas e dados extraídos de aparelhos eletrônicos.

Rhavenna foi presa no dia 16 de julho. Segundo a Polícia Civil, ela prestava apoio comunicacional, financeiro e logístico ao Comando Vermelho por meio do projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, ligado à igreja comandada por seus pais, em Cuiabá.

As mensagens analisadas pela investigação indicariam que Renildo atuava como uma espécie de provedor financeiro da investigada. O relatório cita o pagamento de presentes, dinheiro, joias, passagem de viagem, melhorias no imóvel e a possível disponibilização de um veículo.

Uma das conversas destacadas ocorreu em 13 de fevereiro de 2026. Rhavenna comentava sobre obras realizadas e planejadas em sua residência, entre elas a instalação de uma porta de blindex, o fechamento da área gourmet e a colocação de um aparelho de ar-condicionado.

Ao mencionar quem arcaria com as despesas, ela escreveu: “Que ele vai paga”. Logo depois, acrescentou: “O ar já em na próxima kkk”. Para os investigadores, as mensagens indicariam que Renildo financiaria as melhorias em diferentes etapas.

A Polícia Civil sustenta que a relação entre os dois ultrapassava o vínculo afetivo e envolvia vantagens financeiras e patrimoniais. Entre os benefícios citados no documento estão flores, alianças, joias, dinheiro, viagens, reformas e um possível automóvel.

Ainda conforme o relatório, Rhavenna mantinha comunicação frequente com “Velhote” durante o período em que ele estava preso. As conversas ocorreriam inclusive por chamadas de vídeo feitas por meio de celulares mantidos ilegalmente dentro da unidade prisional.

A investigação também aponta que Rhavenna teria mantido um relacionamento amoroso com outro integrante da cúpula do Comando Vermelho: Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, que estava foragido.

Segundo o inquérito, a investigada sabia onde “Batman” estava escondido após ele romper a tornozeleira eletrônica e fugir para o Rio de Janeiro. Ela também teria viajado diversas vezes ao estado para encontrá-lo e participado de momentos de lazer supostamente financiados por integrantes da facção.

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