O cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira, conhecido como “Elielson Hair”, continuará preso preventivamente após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. A decisão do ministro Mauro Campbell Marques foi publicada nesta quarta-feira (28).
Investigado por suspeita de intermediar a venda de drogas para pessoas da alta sociedade de Cuiabá, Elielson está preso desde 8 de outubro, quando foi alvo da Operação Fio.
A defesa alegou que a prisão não possui fundamentação concreta e questionou a atualidade dos fatos usados para justificá-la. Segundo os advogados, as conversas investigadas são de 2024, enquanto uma apreensão de drogas ocorreu em setembro de 2025.
O ministro, porém, considerou que o STJ não poderia analisar a questão antes da conclusão do julgamento pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Assim, rejeitou o pedido liminarmente, sem examinar de forma definitiva os argumentos defensivos.
A Operação Fio apura suspeitas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Foram cumpridas 26 ordens judiciais em Mato Grosso e São Paulo, entre elas cinco mandados de prisão preventiva.
Entre os presos está Hebert Felipe, de 36 anos, apontado pela polícia como possível fornecedor das drogas que seriam revendidas pelo cabeleireiro.
A investigação também identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada de suspeitos. Foram autorizados bloqueios de bens e valores com limites de até R$ 1,4 milhão, conforme cada investigado.








