Os presos na Operação Tomada de Contas começaram a deixar a sede da Polícia Federal, em Cuiabá, para transferência ao sistema prisional. Conforme apuração do site RepórterMT, os investigados com inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foram encaminhados ao Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, onde ficarão em Sala de Estado Maior.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretou seis prisões preventivas na investigação. Entre os atingidos estão o presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, o assistente jurídico Gustavo Fernandes da Silva e o assessor jurídico Felipe José Glinke.
Também tiveram prisão decretada a chefe de gabinete Roseli Loss e o secretário-executivo Adriangelo Barros Antunes. Segundo as informações divulgadas, os dois não possuem a condição de advogados e ficarão em prisão comum.
A operação investiga suspeitas de pagamentos fora da folha regular e de irregularidades na movimentação de recursos do Tribunal. A apuração começou a partir de uma denúncia anônima encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF).
O levantamento da PF identificou cerca de R$ 48,4 milhões em créditos a conselheiros. No caso de Sérgio Ricardo, os investigadores apontaram R$ 15.442.211,65 recebidos em menos de dez meses. Os valores estão sob investigação e não representam, integralmente, desvios comprovados.
Além das prisões, a decisão judicial determinou o afastamento de conselheiros titulares e aposentados, reduzindo o número de membros disponíveis para atuar na Corte.







