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Gaeco aponta empresário foragido como operador financeiro do Comando Vermelho

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Um relatório de investigação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) aponta que o empresário Maike Koseki de Capua, de 41 anos, teria utilizado uma empresa para movimentar e ocultar dinheiro ligado ao Comando Vermelho em Mato Grosso.

Conforme o documento obtido pelo Estadão Mato Grosso, Maike teria disponibilizado a conta bancária da empresa Quality Serviços Terceirizados para receber valores provenientes do tráfico de drogas.

As investigações indicam que quase R$ 2 milhões passaram pela conta da empresa entre setembro de 2022 e agosto de 2023. Segundo o relatório, os depósitos eram realizados por um homem apontado como gerente de uma boca de fumo.

Após receber os valores, Maike supostamente fazia os saques e distribuía o dinheiro. Para o Gaeco, a movimentação seria uma estratégia para impedir a identificação da origem dos recursos e esconder quem realmente controlava os valores.

O empresário foi denunciado pelos crimes apurados na investigação.

AMEAÇAS E ESTUPRO

Maike também é procurado desde a deflagração da Operação Autoritas, realizada pela Polícia Civil em 14 de julho. Ele é suspeito de ameaçar e perseguir um delegado de Mato Grosso e a esposa do policial.

Na segunda-feira (20), uma empresária de Goiânia relatou à Justiça ter recebido graves ameaças atribuídas ao investigado e pediu que um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa não seja concedido.

Além disso, a Justiça decretou uma nova prisão preventiva contra o empresário em uma investigação pelo crime de estupro. O processo tramita em segredo de Justiça.

Maike continua foragido.

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