Fernanda Leite da Matta e Deiwson Ortelhado, servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES), estão entre os investigados na Operação Laço Oculto, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (21), em Cuiabá e Várzea Grande.
A investigação apura um suposto esquema de extorsão que teria levado uma servidora da própria secretaria a entregar mais de R$ 1,1 milhão ao grupo. Um policial militar e outras pessoas que teriam participado da movimentação dos valores também são alvos.
A Justiça autorizou 14 medidas cautelares, incluindo cinco mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e apreensão de um veículo. Os valores atingidos pelas ordens judiciais podem superar R$ 3,3 milhões.
Segundo a Polícia Civil, a vítima teria sido manipulada e intimidada durante aproximadamente três anos por uma colega de trabalho. A investigada teria criado a história de que ambas estavam ameaçadas por agiotas devido a uma dívida atribuída a outro servidor público.
Temendo ataques contra ela e a família, a servidora passou a fazer sucessivos pagamentos. Para conseguir o dinheiro, contraiu empréstimos, usou cartões de crédito, retirou recursos da previdência privada e comprometeu valores que seriam utilizados na construção da própria casa.
A vítima também teria sido convencida a financiar uma caminhonete destinada ao marido da principal investigada.
Conforme a apuração, R$ 1.132.680 foram transferidos diretamente para a conta da suspeita. A análise bancária identificou que parte dos recursos seguiu para outras pessoas ligadas ao grupo.
Os investigadores também encontraram movimentações incompatíveis com a renda declarada, grande quantidade de saques em espécie e indícios de uso de contas de terceiros para esconder patrimônio.
As ordens são cumpridas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá. A Corregedoria da Polícia Militar acompanha as diligências relacionadas ao militar investigado.
A SES informou que colaborou com as investigações e destacou que a secretaria não é alvo da operação.
A Polícia Civil apura possíveis crimes de extorsão, lavagem de dinheiro e agiotagem, além de buscar identificar a participação de cada investigado e recuperar os valores retirados da vítima.







