O caso começou a vir à tona após um atendimento realizado no dia 4 de março. Uma paciente efetuou o pagamento de R$ 600 via Pix, mas notou que os dados da chave pertenciam a um homem, divergindo da nota fiscal emitida posteriormente.
O Modus Operandi
Para enganar as clientes e os proprietários, a funcionária utilizava justificativas operacionais:
- Falsa Instabilidade: Ao ser questionada sobre a conta bancária de um terceiro, a colaboradora alegava que o sistema da clínica estava instável e que o valor estava sendo direcionado para o suposto “assessor financeiro” da unidade.
- A Descoberta: Em uma consulta de retorno em abril, a paciente comentou sobre o procedimento com a médica responsável. Ao checar o sistema, a médica constatou que a conta recebedora pertencia, na verdade, ao filho da funcionária.
Confissão e Prejuízo
Após ser confrontada em uma reunião com a proprietária e um advogado, a funcionária confessou que realizava os desvios e utilizava a conta do filho para receber os valores das consultas.
Uma auditoria interna na clínica revelou que o prejuízo inicialmente auditado é de R$ 60 mil, mas a suspeita é de que o montante final ultrapasse os R$ 100 mil, incluindo outros pagamentos via Pix e valores recebidos em espécie que não eram repassados ao caixa da empresa.
Quebra de Confiança
A médica proprietária ficou profundamente abalada com a situação. Conhecida por uma rotina intensa de trabalho — atendendo nos períodos da manhã, tarde e noite na região —, a profissional depositava total confiança na suspeita.
Nas redes sociais, a ex-colaboradora mantinha um perfil que chamou a atenção após o caso: costumava publicar mensagens de cunho religioso, afirmando frequentemente que “Deus havia transformado sua vida” e se colocando como exemplo de conduta e superação.
A Polícia Civil investiga o caso para identificar a extensão total das fraudes e tomar as providências jurídicas cabíveis.
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